quarta-feira, 20 de abril de 2011

Ousada, porém inteligente!

O dia 13 de abril ficou marcado no ano de 2011. E o motivo não foi por um show histórico ou a vinda do presidente Obama para a cidade. Foi, simplesmente, pelo lançamento da Campanha da Feira do Livro 2011. Em 1973, graças à iniciativa de acadêmicos do curso de Comunicação Social da Universidade Federal de Santa Maria, ocorreu a primeira edição da Feira do Livro de Santa Maria.

A Feira do Livro de Santa Maria não possui nenhum vínculo político e/ou partidário, visto que seu surgimento ocorreu a partir de um projeto de estudantes do curso de Comunicação Social da UFSM. Apesar de ter começado pequena, com o passar do tempo, entendeu-se o valor que esse acontecimento agrega à cultura de uma cidade, especialmente a nossa, conhecida como “Cidade Cultura”.

As últimas campanhas da Feira do Livro foram produzidas por alunos de Publicidade e Propaganda da UFSM na disciplina de Agência Experimental II. Devido a alguns problemas operacionais na execução e veiculação do material gráfico, optou-se por transferir essa campanha para os bolsistas da FACOS Agência – agência-laboratório do curso. Os professores orientadores da agência apresentaram o produto cultural para os estagiários e solicitaram voluntários para o trabalho. Constituiu-se um grupo de sete alunos distribuídos entre Atendimento/Planejamento, Redação, Direção de Arte e Mídia/Produção.

terça-feira, 22 de março de 2011

Por algumas horas que diminuem a saudade

Para todas as boas situações acontecerem, sempre será necessária a tal da oportunidade. Duzentos e setenta quilômetros me separam de uma pessoa que, além de fazer parte da minha família, é alguém que me vejo muito parecida e que, até certo ponto, posso dizer que me espelho.

Não trabalhei hoje. Acordei cedo, terminei de ajeitar a mochila, tomei café da manhã e vim para Porto Alegre. O motivo é relacionado ao trabalho, irei citá-lo em outra ocasião. Saí às 7h de Santa Maria, mesmo sabendo que não precisava tanto. Só que sempre surge a oportunidade. Vindo mais cedo para cá, pude encontrar essa pessoa que citei acima. 11h18min desembarquei do ônibus. Entreguei o papel com a identificação da minha mochila e paguei R$1,75 para ir ao banheiro. Achei um absurdo, mas não tive outra opção.

sábado, 19 de março de 2011

Pelo prazer de ir ao cinema sozinho

Dias atrás decidi ir ao cinema sozinha. Era o início da semana, porém ela já se apresentava complicada e difícil de lidar. Minha semana se resume a duas atividades: trabalho e faculdade. Ocorreu a situação de uma professora comunicar que não ia poder dar a aula. O momento foi o mais ideal possível.

Vestida como quem vai visitar os tios no fim de semana, fui em direção ao shopping. Por via das dúvidas da noite começar a esfriar, peguei uma camisa jeans, mais a carteira, celular e chave. Estava decidida a ver uma comédia super águacomaçúcar, sabe? Daquelas que só de olhar o cartaz já se sabe o que, provavelmente, vai acontecer. Por volta das 18h45min comprei o ingresso. A sessão era às 19h. 


segunda-feira, 7 de março de 2011

Como agora hei de partir

E foi escutando Chico Buarque que vi o quanto preciso pensar. Não pensar em qual tarefa devo fazer primeiro, pensar se como batata ou massa, pensar se marrom e preto combinam. O pensar é em mim, na vida que levo, ou que gostaria de levar, o que falta e deixa vazio, o que está completo. Na verdade, sei que já penso demais. Mas não consigo não pensar. Além de ter que parar de pensar, tenho que parar de dizer muitos não's.

"Pára de deixar as coisas para depois, de pensar que tudo vai se resolver, de pensar que as coisas têm volta.", escuto o tempo todo. Insisto em acreditar que ainda existe algo que vale a pena ir em frente, que ainda é bonito, que, simplesmente, existe. Não existe. Ai, já estou pensando de novo. Decido tomar uma cerveja. Desisto. É para ficar, não é difícil de entender isso.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Os olhos castanhos claro da tarde

Sempre achei que brincar com bonecas era uma coisa chata. Quando era pequena, pelo menos é o que sempre contam, brincava com telefones, cd's, papeis, canetas. Tudo que enxergava na minha frente era mais interessante que uma boneca. Essa determinação de que a menina tem de brincar com a boneca e, o menino com o carrinho, nunca funcionou comigo. 

Por um tempo, estive com crianças carentes que passavam por problemas familiares, ou até mesmo com a ausência destes, e que sempre esperavam pela minha visita de toda sexta-feira antes do cursinho pré-vestibular da noite. Inúmeras vezes me senti mal com perguntas do tipo: "você quer ser minha mãe?", "por que meus pais me deixam aqui e não voltam mais?". Era algo perturbador. Os amigos que visitavam as crianças junto comigo não sentiam a mesma coisa que eu. Para eles, o contato com as crianças era como se fosse uma forma de livrar a consciência pelas coisas que não faziam direito, ou que deveriam ter feito.